Como surgiu o coronavírus? | Covid-19 – Entenda as diferenças entre coronavírus, gripe e resfriado

Posted on jun 12 2020 - 1:05pm by William De Camargo

Como surgiu o coronavírus? Todos os dias, novos casos de Covid-19, uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus, são confirmados em todo o mundo. Mesmo com esses dados preocupantes, a maioria da população ainda tem dúvidas sobre a doença e quais são seus reais riscos. Preocupado com o seu bem-estar e saúde, reunimos informações importantes sobre a doença e o vírus que a transmite, para que você possa prevenir e orientar sua família e amigos. Confira abaixo!

Afinal, como surgiu o coronavírus?

Antes de tudo, os coronavírus são uma família de vírus que causam doenças que variam de resfriados comuns a infecções respiratórias graves. O novo coronavírus, descoberto em dezembro de 2019, causa a doença conhecida como Covid-19. Pesquisadores chineses indicam que o novo coronavírus surgiu do contato com animais selvagens vendidos em um mercado em Wuhan, uma cidade localizada no centro da China. Uma grande variedade de animais pode ter servido como o “hospedeiro” do vírus, especialmente o morcego, conhecido por transportar um número muito significativo de coronavírus diferentes.

Os coronavírus se espalharam rapidamente

O novo coronavírus já infectou mais de 260.000 pessoas em todo o mundo. Pesquisadores de vários países estão procurando respostas para a rápida disseminação do Covid-19. Um dos estudos realizados identificou uma proteína, chamada furina, na superfície do vírus, que pode explicar por que ele infecta as células humanas tão rapidamente. Também foi observado que o Covid-19 infecta células atacando a proteína, que é a mesma atacada pelo vírus Ebola e HIV, por exemplo. Furin é encontrado em muitos tecidos humanos, incluindo pulmões, fígado e intestino delgado, mostrando que o vírus tem o potencial de afetar vários órgãos. Essa descoberta pode explicar o fato de que a doença é altamente infecciosa.

Outra pesquisa estima que cada pessoa infectada transmite a doença para duas a três outras pessoas. Essa velocidade de divulgação se deve a duas situações possíveis: pessoas infectadas que nunca desenvolverão a doença, apenas a transmitam (assintomáticas); pessoas que apresentam sintomas tardios após a fase de transmissão do vírus. Essas duas situações também podem facilitar e acelerar o contágio, causando perda de controle na contenção da doença. Embora o cenário seja alarmante em relação ao Covid-19, comparado a outras doenças, o coronavírus possui uma capacidade de transmissão menor, em comparação ao sarampo, por exemplo, que pode ser transmitido de uma pessoa para 18.

Pandemia do Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu uma pandemia como a disseminação mundial de uma nova doença que afeta um grande número de pessoas. O termo é usado quando uma epidemia (um grande surto que afeta uma região) se espalha para diferentes continentes com transmissão sustentada ou comunitária (contágio de pessoa para pessoa, sem que um deles tenha viajado para países infectados ou vivendo com indivíduos infectados). O conceito de pandemia leva em consideração apenas a rápida disseminação geográfica que o vírus demonstrou. Atualmente, existem mais de 170 países com casos confirmados de infecção respiratória.

Transmissão do Coronavírus | Covid-19

As investigações continuam sobre as formas de transmissão do coronavírus, mas algumas situações, como contato físico, foram comprovadas até agora, veja abaixo:

Secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, fleuma ou tosse; Gotas com o vírus entram em contato com as mucosas, como boca, olhos e nariz, e ocorre infecção.
Contaminação por contato físico
Beijo na boca – troca direta de saliva; Aperto de mão – o vírus da pele entra em contato com as mucosas dos olhos, nariz ou boca; Abraço – gotículas de fala podem entrar em contato com as mucosas.
Contaminação por contato com superfícies não higiênicas
Contato com objetos pessoais ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. Como telefones celulares, maçanetas, corrimãos, chaves, suportes e botões de transporte público.

O período médio de incubação do coronavírus é de 5 dias, com intervalos que atingem 16 dias, durante os quais os primeiros sintomas aparecem desde a infecção.

Sintomas: quando se preocupar?

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são semelhantes aos da gripe ou resfriado. Geralmente, quando a pessoa tem uma infecção leve, seus sintomas são semelhantes aos de gripes e resfriados, como espirros, tosse, coriza e febre. No entanto, o vírus também causa infecções mais graves, que podem desencadear pneumonia, insuficiência respiratória aguda, danos nos pulmões e até morte. Pessoas que apresentam os sintomas da doença devem procurar orientação médica, especialmente clínicas de saúde. A partir disso, o médico decidirá sobre a necessidade de ser testado para o Covid-19. Atualmente, a recomendação das autoridades de saúde é testar apenas pacientes com sintomas respiratórios graves e que tiveram contato com alguém infectado ou que viajou para uma região onde a doença é transmitida.

Entenda as diferenças entre coronavírus, gripe e resfriado

A melhor maneira de diferenciar uma gripe ou resfriado comum do COVID-19 é através do diagnóstico médico e, se necessário, de testes laboratoriais. Confira alguns sintomas abaixo e descubra se eles são mais comuns ou raros nos casos dessas doenças respiratórias:

Qual teste detecta o coronavírus?

O diagnóstico é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração das vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz). É necessário coletar duas amostras no caso de coronavírus. Ambas as amostras serão enviadas com urgência ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao National Influenza Center (NIC) e outra será enviada para análise metagenômica. O Ministério da Saúde aconselha o uso dos testes apenas em pessoas com os sintomas mais graves da doença. Além disso, casos graves devem ser encaminhados para um hospital de referência para isolamento e tratamento. Casos leves devem ser monitorados pela Atenção Primária à Saúde (APS) e medidas de precaução domiciliar instituídas.

Eu testei positivo para coronavírus? E agora?

Se a infecção mostrar sintomas leves e semelhantes aos de outros vírus, como gripe e resfriado, as ações mais indicadas são: Descansar; Hidratação (beber muita água e líquidos); Uso de medicamentos para dor e febre (antipiréticos e analgésicos); Uso de umidificador no quarto; Tome um banho quente para ajudar a aliviar a dor de garganta e tosse. A pessoa infectada deve ser isolada em casa, de preferência com um quarto exclusivo para ela. Confira algumas precauções:

Mantenha pelo menos um metro de distância de outros residentes; Restrinja o máximo de contato possível com outras pessoas dentro da casa, se possível, comunicando-se por telefone celular; O ambiente deve ser ventilado. É importante que a janela esteja sempre aberta; Idealmente, essa pessoa também deveria ter um banheiro para si; Caso contrário, toda vez que o paciente sair da sala, deverá usar uma máscara e limpar as mãos com sabão e água ou gel de álcool antes de tocar nos objetos; A pessoa infectada deve ter lixo na sala em que está isolado, para descartar resíduos e até máscaras e luvas, sempre que forem utilizadas; O lixo deve ser isolado em um saco plástico e selado após o uso. As roupas devem ser colocadas em uma cesta exclusiva para serem lavadas; Para evitar a transmissão, é melhor manter as partes da pessoa infectada separadas dos outros membros da família; A limpeza do quarto da pessoa infectada e do banheiro usado por ela deve ser feita diariamente; A pessoa responsável pela limpeza deve usar uma máscara e luvas e desinfetar todos os objetos e superfícies; Louças, talheres e copos só devem ser usados ​​pela pessoa infectada; Invista em produtos para limpar o ambiente e matar o vírus (água sanitária, desinfetantes em geral, álcool de limpeza, detergente, entre outros).

Medidas de prevenção do Covid-19 | Coronavírus

Recomenda-se que toda a população adote medidas preventivas individuais e coletivas para reduzir os riscos de transmissão do Covid-19. Confira abaixo: Medições individuais Mantenha uma dieta equilibrada e beba bastante líquido; Cubra a boca e o nariz ao tossir e espirrar, usando lenços descartáveis ​​e depois lave as mãos; Evite levar as mãos ao rosto, especialmente nariz, boca e olhos; Lave os dedos, mãos, pulsos e antebraços em intervalos frequentes, por pelo menos 1 minuto; Use 60 a 70% de álcool gel quando for impossível lavar as mãos com água e sabão; Seja vacinado. O SUS oferece acesso gratuito à imunização contra várias outras doenças, além de ser protegido contra vários tipos de gripe e também facilitar o diagnóstico de uma possível infecção pelo Covid-19.

Isolamento social, quarentena e trabalho remoto

Atualmente, a grande maioria da população mundial suspendeu temporariamente todas as suas atividades diárias, como ir ao trabalho ou estudar. Essas medidas visam reduzir a velocidade de transmissão do vírus, para evitar a concentração de pacientes. Saiba mais sobre eles: Quarentena A quarentena é um dos instrumentos legais para a proteção de áreas estratégicas e sensíveis e visa restringir, por um determinado período, o exercício de atividades por pessoas que exercem funções específicas em instituições que atuam em áreas de risco. Os riscos de quebrar uma quarentena, além de aumentar o contágio, também implicam punição ou mesmo detenção, de acordo com as leis municipais e estaduais. O modelo de quarentena tem sido a medida para conter os avanços do vírus na Itália.

Isolamento social

O isolamento social é a medida que está sendo adotada na maioria das regiões brasileiras. A iniciativa visa conter e separar pessoas classificadas como suspeitas, confirmadas, prováveis ​​(contato próximo com o caso confirmado) e portadoras sem sintomas. Nesses casos, o paciente deve ser isolado por determinação médica, em ambiente doméstico ou em hospitais públicos ou privados, por um período de 14 dias, que pode ser prolongado, dependendo de exames laboratoriais. Trabalho remoto Outra medida amplamente adotada é o trabalho flexível ou remoto. Essa iniciativa depende muito do tipo de atividade de cada empresa. O chamado “escritório em casa” permite que o funcionário realize todas as suas tarefas de trabalho em casa. Esse regime de trabalho reduz a exposição dos funcionários ao coronavírus. Assuntos relacionados: – Doenças transmissíveis: 5 hábitos que previnem o problema.

Por William De Camargo/Folha Paulistana
Com base no artigo publicado por Drogaria Santo Remédio