segunda-feira, outubro 22, 2018
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Bolsonaro é transferido para o luxuoso hospital Albert Einstein

Bolsonaro é transferido para o luxuoso hospital Albert Einstein

Hoje (7), Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, chegou agora a pouco no hospital de Luxo Albert Einstein, em São Paulo.

Bolsonaro será submetido a uma série de exames que devem durar cerca de 3 horas, segundo a assessoria do hospital. Só depois da avaliação médica, é que será definida a equipe que vai ficar responsável pelos cuidados com o presidenciável. Ainda segundo a assessoria, o estado de saúde de Bolsonaro é grave, mas estável.

Ele saiu de Juiz de Fora (MG), onde estava internado na Santa Casa depois de sofrer um ataque na tarde de ontem (6), em um avião que pousou no aeroporto de Congonhas. De helicóptero da Polícia Militar, ele seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. De lá, o candidato foi colocado em uma ambulância com destino ao Hospital Albert Einstein, no Morumbi. Bolsonaro foi transferido para São Paulo a pedido da família.

Ataque

Na tarde de ontem (6), o candidato recebeu uma facada no abdomen enquanto participava de um ato de campanha na cidade mineira. Ele foi operado para estancar uma hemorragia em veia abdominal, teve o intestino delgado costurado e parte do intestino grosso retirada. Ele também foi submetido a uma colostomia e, em até dois meses, terá de ser operado novamente.

O autor do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade. A Polícia Federal, responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso.

Bolsonaro perdeu 2,5 litros de sangue após facada, diz médica

O ferimento a faca no deputado federal e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) fez com que ele perdesse 2,5 litros de sangue, o equivalente a 40% do volume sanguíneo de um ser humano médio.

Por conta disso, ele já entrou em estado de choque na Santa Casa de Juiz de Fora e só pôde ser salvo pela rapidez no atendimento.

As informações foram dadas hoje pela diretora técnica da Santa Casa, médica Eunice Dantas. “O mais grave foi o comprometimento da veia, pelo sangramento de vulto. Ele perdeu em torno de 40% do volume de sangue do corpo. Um adulto do porte dele tem em torno de 5,5 litros de sangue circulando. Ele perdeu em torno de 2,5 litros. É muito grave. Ele poderia ter morrido. Ele chegou com pressão 8 por 4, chegou chocado [em estado de choque]”, relatou a médica.

Segundo ela, por questões de centímetros a faca não feriu regiões mais sensíveis de Bolsonaro, o que poderia ter o levado a óbito.

Veias calibrosas

“Havia veias mais calibrosas, artérias próximas, órgãos mais nobres. Qualquer mudança ali podia ser fatal para ele”, explicou a médica, que acompanhou Bolsonaro desde o momento em que ele deu entrada no hospital.

Eunice explicou que Bolsonaro terá que utilizar, por até três meses, uma bolsa ligada ao intestino, com objetivo de recolher o material fecal, até que o órgão esteja completamente cicatrizado e livre de qualquer possibilidade de infecção.

“Ele fez uma cirurgia aqui. A segunda será daqui a dois ou três meses, para a reconstituição do intestino grosso. Enquanto isso, ele vai utilizar uma bolsa para fora da barriga, por dois ou três meses. A colostomia não inviabiliza ninguém de fazer nada, é só questão de se acostumar com a bolsinha”, disse.

Ela aconselhou que Bolsonaro se abstenha de ir para as ruas fazer campanha pelas próximas semanas, na reta final do primeiro turno das eleições, a fim de facilitar sua recuperação.

“Três semanas é um período muito curto para uma cirurgia deste porte. Eu acho que a estratégia de campanha vai ter que ser adaptada às condições dele agora” justificou.

A médica estimou que Bolsonaro já poderá ter alta hospitalar entre sete a dez dias: “Se tudo correr bem, caso não haja intercorrência, tudo dentro do padrão, pode [ter alta]”, finalizou.

Opinião: Não é a primeira vez que vemos políticos serem tratados em hospitais de alto custo como é o caso de Jair Bolsonaro. Se fosse um pobre mortal (não político) que tivesse levado uma facada, tiro ou mesmo por uma doença, teria que se contentar com o atendimento do SUS, de um plano de saúde meia boca, ou mesmo, nem sequer receber tratamento digno. Isto acontece não é de agora, mas passam décadas e décadas e a desigualdade social toma conta de nosso querido país chamado Brasil.

Com certeza se fosse o Joãozinho filho de dona Maria e do seu José, estaria em um dos corredores de algum dos muitos hospitais espalhados pelo Brasil. Certamente a essa altura já estaria na geladeira do necrotério, dado o fato da “gravidade” que está sendo divulgada.

Fica aqui o sentimento de indignação e repúdio pelo ataque, mas também pelas diferenças no tratamento de saúde que uns poucos têm e outros muitos não têm!

Da Agência Brasil
Foto: Reprodução do Youtube
Edição final e opinião: William Camargo/Folha Paulistana (MTB: 34.455)