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Greve dos bancários continua e entra em seu 14º dia | Hoje (19) manifestação em São Paulo

By William Camargo / Published on segunda-feira, 19 set 2016 10:10 AM / No Comments / 39 views

Hoje, (19/09), a greve dos bancários entrou em seu 14º dia e até o momento nenhum acordo foi firmado para que o atendimento volte ao normal. Segundo o site do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a “culpa é do Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”. O site diz que todos “estes bancos juntos lucraram R$ 29,7 bi em seis meses, compondo desta forma o setor mais lucrativo do Brasil, mas que no entanto, recusam aumento digno aos bancários”.

Está marcado para acontecer na tarde desta segunda-feira (19), um ato de protesto e um chamado “Vem pra Rua”, que se iniciará na Rua São Bento 413 (em frente ao sindicato), de onde deve partir a manifestação por salários melhores para a categoria.

Segundo afirmou a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva, “duas semanas de greve e a culpa é dos bancos. Desde 9 de agosto, quando entregamos a pauta de reivindicações, foram realizadas oito rodadas de negociação. Mas os bancos não estão agindo com seriedade e por duas vezes vieram à mesa para dizer ao Comando Nacional dos Bancários que não tinham nenhuma proposta a apresentar.”

O modelo de reajuste abaixo da inflação com abono foi rejeitado em assembleia, por unanimidade, e levou à greve em todo o país. “Os bancários querem ter ganhos nos salários, na PLR, nos vales, no auxílio-creche babá. Querem respeito aos empregos, condições de trabalho decentes, sem assédio moral ou metas abusivas. Os bancos, ao invés de tentar forçar os trabalhadores a furar a mobilização, podem atender a todas essas reivindicações e acabar com a greve. A bola está com eles”, avisa Ivone.

Greve dos bancários continua e entra em seu 14º dia | Hoje (19) manifestação em São Paulo – Foto: Renato Araújo/ABr

O site do sindicato ainda lista 10 motivos que impulsionaram a greve dos bancários neste ano de 2016, como segue abaixo:

1 – Empregos: só neste ano, os bancos extinguiram quase 8 mil postos de trabalho e se recusaram a negociar qualquer proteção aos empregos bancários.

2 – Perdas salariais: o reajuste proposto pelos banqueiros nem mesmo repõe a inflação.

3 – Abono não é remuneração: o abono proposto pela Fenaban é pago apenas uma vez e não incide nas férias, 13º salário, FGTS, vales, auxílios e previdência.

4 – O setor mais lucrativo: segundo a consultoria Economatica, entre 25 setores pesquisados, os bancos foram os que mais lucraram no 1º trimestre do ano.

5 – PLR: BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, que compõem a mesa de negociação, ignoraram a reivindicação dos bancários e, apesar de terem chegado a R$ 29,7 bilhões de lucro, querem manter a mesma regra de 2015 para a Participação nos Lucros e Resultados.

6 – Vale-refeição na licença-maternidade: mesmo que signifique pouco para os bancos, que têm subsídio de 40% no valor, disseram não a essa reivindicação que seria de grande importância para as mães bancárias.

7 – Vida de bancário não é moleza: assédio moral, cobrança por metas, adoecimento, sobrecarga de trabalho, terceirização. Os bancos não fizeram nenhuma proposta para melhorar as condições de trabalho.

8 – Desigualdade entre homens e mulheres: mesmo representando um setor onde mulheres ganham em média 22,1% a menos que homens, e encontram mais dificuldades na ascensão da carreira, a Fenaban mais uma vez quer adiar este debate para uma mesa temática.

9 – Auxílio-creche/babá: bancos querem reajustar em 6,5% o valor atual de R$ 337, que iria para R$ 359. Porém, creches públicas não dão conta e empresas, por lei, têm de disponibilizar ou pagar creche para filhos dos funcionários. A reivindicação da categoria é que o valor seja de R$ 880.

10 – Responsabilidade social: no momento que o Brasil atravessa, o setor mais lucrativo do país deveria contratar mais funcionários e injetar dinheiro na economia a partir da justa valorização dos seus trabalhadores. E não o contrário, como os bancos insistem em fazer.

Um balanço feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região mostrou que 911 locais de trabalho, sendo 28 centros administrativos e 883 agências fecharam até a última quinta-feira (15), quando se completou dez dias de greve dos bancários, na base do Sindicato (São Paulo, Osasco e Região). Estima-se que mais de 58 mil trabalhadores participaram das paralisações.

Agora, os bancários aguardam por nova assembléia, bem como a aceitação do acordo por parte dos bancos, em atender as reivindicações da categoria.

Por William Camargo/Folha paulistana
Com informações do site do Sindicato doa Bancários e Finaciários de São Paulo, Osasco e Região

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