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EDITORIAL: Tite assume em busca do Hexa – Uma Nova Era para a Seleção Brasileira

By REDAÇÃO FOLHA PAULISTANA / Published on quinta-feira, 16 jun 2016 20:13 PM / No Comments / 113 views

EDITORIAL: Adenor Leonardo Zacchi mais conhecido como Tite é o novo técnico da Seleção Brasileira, quer autonomia para convocar e escalar o Brasil e já deve uma hora dessas estar acertando detalhes de seu salário à frente da Seleção Canarinho. Para nossa redação isso não foi nenhuma surpresa, pois logo após o jogo em que o Brasil perdeu para o Peru (Clique Aqui e Leia a Profecia) na Copa América Centenário, por 1 a 0, o jornalista William Camargo já havia noticiado tal evento.

Tite, aceitou o convite antes mesmo de definir salário para comandar o Brasil, em especial nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2018.

A situação do Brasil não é nada confortável nas Eliminatórias e está apenas em sexto lugar, posição esta que não classifica a única Seleção que participou de todas as Copas.

Este cenário para o técnico Tite deverá ser simples de resolver, caso atue dentro da Seleção como atuou no Corinthians, levando a torcida alvinegra ao delírio com as conquistas da Copa Libertadores 2012 e do Mundial de Clubes, também em 2012.

EDITORIAL: Tite assume em busca do Hexa - Uma Nova Era para a Seleção Brasileira
EDITORIAL: Tite assume em busca do Hexa – Uma Nova Era para a Seleção Brasileira – Foto: William Camargo/Folha Paulistana

Passados quase quatro anos depois do título que alavancou de vez a carreira deste ilustre treinador, a batata quente que o gaúcho está pegando deverá esfriar da seguinte forma:

1º – Tite deverá convocar jogadores que realmente farão a diferença na Seleção Brasileira, ou seja, não há limites para suas escolhas, podendo desta forma realmente escolher os melhores para compor o elenco.
2º – Diferente de treinar um clube de futebol, a Seleção Brasileira proporciona a Tite um leque com centenas de jogadores, que jogam fora do Brasil e também em clubes brasileiros, podendo ele desta forma montar a melhor equipe que deverá se classificar em primeiro ou segundo lugar nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2018. Anotem aí, pois será isto que vai acontecer, pois não costumo queimar minha língua com falsas promessas e nem tão pouco especulações.

Tite, agora como comandante da Seleção Brasileira, já vislumbra não mais a classificação, algo que certamente irá acontecer, mas sim ver o capitão da Seleção, que provavelmente não seja Neymar, nome praticamente certo, levantando a Copa do Mundo em 2018.

O histórico de Tite é extremamente favorável. É o melhor técnico e por isso se tornou a primeira, segunda e terceira opção dos dirigentes da CBF.

Os corintianos podem até estar tristes com a saída do pupilo da Fiel, mas que todos entendam que quando o Brasil for Hexa Campeão em 2018, uma parte do Corinthians, o cérebro das conquistas alvinegras, estará lá, junto levantando a Taça de Campeão.

Tite com certeza, em toda sua humildade e também modéstia, já deve ter seu discurso pronto, pois tem a missão de classificar o Brasil para a Copa, e provavelmente deve focar nisso neste primeiro momento, porém, como todo visionário, qualidade que lhe é peculiar, com certeza já se sente junto com a Seleção Brasileira no lugar mais alto do pódio, resgatando assim o orgulho da Seleção Canarinho, que nos últimos anos simplesmente foi rodeada de fiascos, desde a Copa do Mundo no Brasil até finalmente ser eliminada na fase de Grupos da Copa América Centenário.

A Missão de Tite no Brasil e Possíveis Empecilhos Para Um Bom Trabalho

Tite muito provavelmente não conseguirá alcançar seus objetivos, se por ventura os dirigentes, em especial da CBF começarem a podá-lo, algo que ele já se adiantou em dizer que quer autonomia. Que esta autonomia dure, e não seja somente no início do contrato de Com a Seleção Brasileira.

Tite ainda deverá fazer suas escolhas (convocações da Seleção Brasileira), com jogadores, não importando para que time joga.

Ele com certeza, pelo que conhecemos do trabalho do Mestre Tite, deverá ser pautado naqueles jogadores que se destacam realmente, não em nomes famosos, que valem mais seja no Brasil ou no futebol internacional.

Tite sabe muito bem valorizar jogadores, seja ele do Corinthians, Barcelona, São Paulo, Audax, Ponte Preta, enfim, não deverá importar na cabeça de Tite para qual time o jogador selecionado jogue, e sim o rendimento e como tal jogador pode somar na Seleção Brasileira.

Sendo assim, a Seleção Brasileira deverá tomar corpo e então iniciar um processo de metamorfose que implica em colocar na equipe a cara e o jeito de Tite treinar e consequentemente como devem jogar.

Tal metamorfose não vai acontecer da noite para o dia, sendo que é necessário que os torcedores do Brasil tenham paciência. Derrotas e empates podem vir sim, porém, como também é peculiar na carreira de Tite, deverá conquistar mais vitórias do que resultados negativos.

Não saberemos com certeza, ou melhor, talvez, qual o salário real que receberá para comandar a Seleção Brasileira, porém, qualquer que seja o valor, com certeza será o melhor investimento da CBF na contratação de um treinador, desde a conquista do Tetra em 1994, do então técnico Parreira.

Uma Nova Era; Uma Era de Renovação

Outro detalhe importante para ressaltarmos, é que Tite iniciará uma Nova Era no futebol Brasileiro. Uma pessoa íntegra, macho de verdade, sabe o que quer e o melhor de tudo, não é estrela (ele é, mas não admite tal adjetivo), e sua humildade, tratando de igual para igual os jogadores que comandou e que comandará em breve.
Tite, os jornalistas e a imprensa em geral

Também, o relacionamento com a imprensa, não é de carrancas e nem tão pouco de desdém, como já vimos tantas vezes na Seleção Brasileira. Ele tem plena consciência de que é um simples mortal, acerta e falha como todos.
Estes e outros tantos motivos com certeza já bastam e muito para finalmente a CBF ter feito uma excelente escolha, depois das recusas anteriores do mesmo Tite.

Para o Tite, toda a sorte do mundo, que as conquistas venham e que a sabedoria adquirida em clubes sirva bem para que faça o melhor para a Seleção Brasileira.

Agora só basta mesmo que Tite leve sua carteira de trabalho e então efetive sua contratação, pois diferente dos clubes, ser técnico da Seleção Brasileira é ter um cargo sim, mas também é um funcionário como os outros da CBF. Que os acordos sejam cumpridos.

Editorial de William Camargo, editor da Folha Paulistana